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Habilidades necessárias ao Subsea Engineer

Publicado em 18/04/2017 às 10h04

QUAIS AS HABILIDADES NECESSÁRIAS AO SUBSEA ENGINEER?

Olá meu amigo e minha amiga, tudo bem?

No vídeo de hoje vamos mais uma vez falar sobre a função de Subsea Engineer, que é uma das carreiras mais elitizadas e bem remuneradas de todo o segmento offshore do setor de petróleo e gás. Tenho visto que muitos de vocês têm interesse no trabalho embarcado, no trabalho em plataforma de petróleo e em se qualificar para essa função, e isso é muito bom por diversos motivos, inclusive pela excelente remuneração e pelas grandes perspectivas de crescimento profissional na área.

Mas tenho recebido muitas perguntas sobre a natureza do trabalho do Subsea e o que é necessário saber pra ser um bom profissional nesse segmento. Então nesse vídeo eu vou ser mais específico e te apresentar quais são AS HABILIDADES NECESSÁRIAS PARA O DESEMPENHO DA FUNÇÃO DE SUBSEA ENGINEER.

Bom, um subsea engineer é um trabalhador muito versátil que lida com uma ampla gama de sistemas e de equipamentos de alta criticidade em uma plataforma. Mas no geral, podemos dividir as habilidades necessárias em apenas 03. Vou então mencionar e explicar cada uma delas a partir de agora.

Mas antes de tocar nesse assunto, eu quero enfatizar aqui que se você não tem nenhuma experiência na área e vai entrar no mercado como um Trainee de Subsea ou um Subsea Assistente, não se espera que você já chegue dominando essas habilidades. Não mesmo. Eu mesmo quando adentrei à área de subsea, não tinha nenhum conhecimento prévio sobre a função, subi a bordo completamente cego, não fazia nem idéia do que estava acontecendo ali. E eu preciso ser sincero com você quanto a isso. A realidade é que essas 03 habilidades que eu vou mencionar aqui você vai ter oportunidade de desenvolver pouco a pouco, ao longo do tempo, através de cursos, treinamentos mas principalmente na prática, no dia a dia da função. Então vai depender muito do seu esforço pessoal desenvolver essas habilidades.

Mas vamos voltar então ao nosso tema. O primeiro aspecto necessário ao trabalho do subsea são HABILIDADES MECÂNICAS. Mas o que eu quero dizer com habilidades mecânicas? Eu me refiro aqui a saber manejar ferramentas de trabalho, isso mesmo chave de tubo, chave inglesa, chave de corrente, chave Philips, alicate, marreta, e assim por diante. A maioria das nossas ferramentas são aquelas comuns que conhecemos no dia a dia. Se você é uma pessoa curiosa, gosta de consertar sozinho as coisas em sua casa, é bem provável que já tenha desenvolvido algum nível de habilidade com essas ferramentas. Outros simplesmente não tem nenhum talento com isso, como era o meu caso. Eu não fazia a mínima idéia do que era uma chave de catraca, do que era um torno mecânico antes de começar a embarcar. Esse simplesmente não era meu mundo antes, eu nem conhecia o nome em português das ferramentas quando cheguei a bordo, quem dirá saber o nome delas em inglês! Mas fui desenvolvendo isso com o tempo, e você também vai conseguir dominar essa habilidade.

Mais HABILIDADES MECÂNICAS envolvem mais do que conhecer e saber utilizar as ferramentas próprias pra cada trabalho. É preciso conhecer bem os equipamentos que estarão sob sua responsabilidade. Alguns deles são comuns a outras área de atuação, como bombas, motores, válvulas, pistões hidrálicos. Outros serão bem específicos à área de engenharia submarina. Então você vai precisar se especializar nesses equipamentos, saber como funcionam, como são inspecionados, como identificar a causa de anormalidades, mal-funcionamento e assim como fazer a manutenção da forma correta. E tudo isso você vai aprender lendo os manuais dos equipamentos, acompanhando serviços na prática com profissionais mais experientes e vai também receber treinamento formais em terra para se capacitar.

A segunda habilidade necessária ao Subsea é a de saber realizar cálculos matemáticos. Isso pode assustar você um pouco nesse momento, afinal matemática e física em geral não eram as matérias preferidas da maioria dos alunos na época de escola. Mas naturalmente se você está interessado em atuar nessa área é porque pelo menos você tem alguma afinidade com esses tópicos. Antes que você se assuste, quero ressaltar aqui que me refiro a cálculos matemáticos bem simples. Ninguém vai recorrer a derivadas, integrais ou cálculo diferencial a bordo. Estou falando da aplicação de fórmulas simples, que a maioria de nós aprendeu no ensino médio. Que fórmulas são essas? Estou falando de cálculos de força, áreas, torque, volumes, capacidades, pressão hidrostática, gradiente de pressão, deslocamento, equação dos gases ideais, dentre outros. Você há de convir comigo que isso não é nenhum bicho de sete cabeças. Se você sabe fazer contas de adição, subtração, divisão e multiplicação vai pode se sair muito bem nesse aspecto.

Por fim, a última habilidade exigida do Subsea Engineer que gostaria de destacar é a habilidade resolver problemas elétricos e mecânicos. O fato é que todos os nossos equipamentos funcionam à base desses dois princípios: elétrica e mecânica, e alguns sistemas menores envolvem também pneumática. Bom muitos dos que acabaram entrando na área de subsea já tinham algum tipo de formação ou conhecimento relacionado a eletricidade e mecânica, mas outros tantos não tinham nenhuma afinidade nem conhecimento nessa área. Muito do que você vai precisar pra resolver problemas dessa natureza você vai aprender em cursos de capacitação financiados pela própria empresa ou mesmo na prática, à medida que vai sendo treinado por subseas mais experientes.

Mas quem lida com sistemas elétricos e mecânicos sabem que eles estão sujeitos a falhas, e que essas falhas podem ocorrer por diferentes motivos e em diferentes pontos de um sistema ou equipamento. Então a primeira coisa que você deve fazer quando percebe uma anormalidade no funcionamento de um equipamento é justamente recorrer aos manual do fabricante para se informar. Lá você vai ter acesso a uma informação crucial que são os diagramas esquemáticos, elétricos e hidráulicos dos equipamentos. Para analisar esses documentos você vai precisar saber interpretar esses diagramas. E o que está envolvido da interpretação desses esquemáticos? Simples, basta conhecer um número limitado de símbolos que se referem aos componentes que são utilizados nesse equipamento. Me refiro aqui a válvulas, linhas, sensores, medidores, bombas, relés, motores, painéis, acumuladores e assim por diante. Então pra resolver problemas elétricos e hidráulicos é necessário não só ter a prática com as ferramentas na hora de mexer no equipamento e fazer de fato a manutenção, mas antes saber ler e interpretar os diagramas. Mas acredite, desenvolver essa habilidade é mais fácil do que parece e você tem capacidade de aprender tranquilamente.

Bom, então é isso pessoal. Espero que esse vídeo tenha te ajudado a conhecer mais sobre a natureza do trabalho do Subsea Engineer. Se você gostou do conteúdo, se achou que te ajudou de alguma forma na sua meta de conhecer mais sobre essa carreira e o trabalho offshore, não deixe de se inscrever no canal, de dar o seu curtir, deixar o seu comentário e compartilhar o vídeo com alguém que você acha que também se beneficiaria com essa mensagem. Me ajudem a alcançar cada vez mais pessoas para que elas também tenham acesso a essa área de conhecimento tão pouco divulgada entre o público.

Mas a maioria das pessoas que anseiam o trabalho offshore, despercebem que existem algumas exigências legais, ou seja previstas na legislação, para poder embarcar. Esse será o tema do meu próximo vídeo na próxima semana. Você vai saber tudo sobre essas exigências e como cumpri-las a fim de se habilitar para essa atividade. Então, você tem um compromisso marcado comigo pro próximo vídeo. Não perca! Um forte abraço e até lá!

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Quais as possíveis escalas de trabalho embarcado?

Publicado em 07/04/2017 às 11h00

QUAIS AS POSSÍVEIS ESCALAS DE TRABALHO EMBARCADO?

Olá, tudo bem?

Muitas pessoas buscam o trabalho offshore pensando nos longos períodos de folga a que esse tipo de trabalho te dá direito. Outros enxergam o outro lado da moeda, ficam pensando nos longos períodos que vão ficar embarcados longe da família e dos amigos. Mas surge uma pergunta. Se você vier de fato a trabalhar offshore, quanto tempo de fato você vai ficar embarcado e quanto tempo vai folgar em terra? Pra te tirar esse dúvida, eu decidi produzir esse vídeo e te mostrar TODAS AS POSSIBILIDADES DE ESCALAS DE TRABALHO que você pode encontrar hoje na indústria offshore.

Então vamos lá. Eu diria que como trabalhador offshore é possível que você venha a trabalhar em uma das 05 PRINCIPAIS escalas de trabalho que existem atualmente. E isso vai depender de alguns fatores, dentre eles o segmento da indústria de petróleo em que você atua, a política da empresa em que você trabalha e também da natureza de seu contrato de trabalho, se é um contrato nacional ou internacional.

Se o seu contrato for nacional, ele vai ser regido pela CLT. E são 03 as possibilidades de escalas de trabalho embarcado nesse caso. A primeira delas é justamente a realidade da grande maioria dos profissionais offshore brasileiros, que é a escala de 14x14, ou seja 14 dias trabalhados e 14 dias folgados. Esse é o regime de trabalho que eu encarei durante a grande parte da minha carreira até então. E eu posso te dizer por experiência própria que é uma escala muito boa. Afinal pense comigo, você fica 14 dias embarcado e folga outros 14 e pela legislação trabalhista ainda tem direito a 30 dias de férias. Então nesse caso você trabalharia apenas 5 meses por ano e folgaria outros 7 meses! E nesses 7 meses você se desliga completamente do trabalho, são na de fato folgas plenas.

O que acha? Parece muito bom, não é? E de fato é. Lógico que há pessoas que reclamam desse escala, dizendo que a folga sempre termina muito rápido, que passa bem mais rápido que os 14 dias de folga. Mas pense bem, que outro trabalho te permitiria folgar 07 meses por ano? Eu não conheço muitos. E ainda mais, pense em você hoje que trabalha em regime comercial em terra, e tem apenas seus míseros 08 dias de folga por mês, se muito! Então é algo a considerar sem dúvida.

Outra escala que você pode vir a ter sob contrato nacional é uma que se constitui um verdadeiro desafio: escala variável. Nesse caso meu amigo é como se diz, o buraco é mais embaixo. Existem uma infinidade de possibilidades de escalas variáveis, como o próprio nome já diz. Na maioria das vezes você é funcionário de uma empresa terceirizada que presta serviços em plataformas. Então você vai embarcar apenas quando tiver serviço disponível, quando sua empresa for contratada para determinado serviço a bordo. O problema é que a frequência e a duração desses embarques varia muito. Às vezes você pode embarcar por apenas alguns poucos dias, outras vezes pode ficar vários dias, até meses a bordo. Dessa forma fica muito difícil você se programar. Isso pode afetar muito sua vida pessoal e sua família. Lógico que esse tipo de trabalhador também é muito bem pago pra isso. Ele recebe um salário-base acrescido de diárias de trabalho. Então se você fica muito tempo embarcado, pode embolsar somas bem vultosas de dinheiro. Mas é algo que você vai ter que pesar e analisar suas prioridades. Eu conheço vários profissionais que trabalham em escalas variáveis que por exemplo são solteiros, tem suas metas financeiras e assim estão dispostos a ficar longos períodos embarcados. E não veem nenhum problema nisso. A verdade é que com o tempo você acaba se acostumando com esse estilo de vida e muitos continuam trabalhando nesse regime por muitos anos.

Mas ainda falando sobre escalas variáveis, há empresas que flexibilizam um pouco esse esquema pra que o trabalhador possa ter uma possibilidade de se programas melhor dentro do calendário do ano. Por exemplo, em algumas empresas você pode trabalhar 3 semanas embarcado e folgar 2. Daí mesmo que o serviço a bordo não tenha sido finalizado, vai subir alguém pra te substituir e você pode então desembarcar. Mas a realidade é que na maioria das vezes você acaba embarcando mais do que folgando, principalmente se o mercado estiver aquecido e houver muita demanda de serviço.

A terceira possibilidade de escala pra contratos nacionais é uma que é na verdade muito tranquila em minha opinião: a de 14x21, ou seja, 14 dias trabalhados pra 21 folgados. Boa essa, não acha? O detalhe é que esse tipo de escala hoje no brasil é uma realidade apenas de funcionários concursados da Petrobrás. Como eu já mencionei, a vasta maioria dos trabalhadores offshore terceirizados tem escala de 14x14 ou variável. Bom, por um lado é muito bom trabalhar apenas 14 dias e folgar 21, mas esse profissional paga um preço por isso. Estamos falando de uma perda salarial. A remuneração de um profissional da Petrobrás na maioria das vezes é significativamente menor em função desse maior período de folga. Assim, essa escala é na verdade uma escala de 2 gumes.

Mas ok, falamos aqui das escalas pra contratos nacionais. Mas quais são então as possibilidades pra contratos de trabalho internacionais? Antes de entrar nessa seara, saiba que é sim possível um profissional brasileiro conseguir um contrato internacional e vir a trabalhar no exterior. Se você deseja saber como, eu te aconselho a assistir um vídeo em meu canal no youtube que fala especificamente sobre esse assunto, com o tema: “COMO TRABALHAR OFFSHORE NO EXTERIOR?”

Mas voltando aqui ao nosso tema, há 02 possíveis escalas para trabalho offshore fora do brasil. A mais comum delas é a de 28x28, ou seja, 28 dias trabalhados intercalados por 28 dias de folga. Em relação a essa escala vale ressaltar 02 pontos. Primeiro, há sim alguns contratos nacionais que determinam um regime de 28x28. Entretanto não é uma escala muito comum pra trabalhadores brasileiros, porque acaba conflitando em alguns casos com a legislação trabalhista brasileira. Então as empresas acabam optando pelo regime de 14x14. O outro ponto é que em um contrato internacional de 28x28 você não goza dos mesmos direitos trabalhistas que são previstos pela legislação brasileira. Então você acaba ganhando mais por isso, porque parte do custo que a empresa teria com encargos trabalhistas é revertido em aumento salarial pra você. O outro lado é que teoricamente sua estabilidade no emprego é menor, isso porque a empresa pode te demitir sem ter que pagar todos aqueles encargos devidos numa rescisão de um contrato nacional. Então é algo que você deve considerar. Além disso, você não tem direito aos 30 dias de férias, então na prática nessa escala você trabalha 06 meses por ano e folga outros 6.

Por fim, a última escala de trabalho é na verdade uma das mais cobiçadas. Eu diria que é a melhor na verdade, a de 14x28. Isso mesmo, pode ser difícil de acreditar mas são 14 dias trabalhados para 28 folgados. Isso significa que você apenas 04 meses por ano e folgar outros 08! Mas há também 02 poréms. O primeiro é que há uma perda salarial envolvida. E segundo que essa escala é um benefício exclusivo para trabalhadores do mar do norte. É uma conquista do sindicato dos trabalhadores offshore dessa região específica, só para noruegueses, ingleses, suecos e assim por diante. Eu mesmo trabalharia fácil nesse tipo de escala, toparia um convite de imediato, mas a realidade é que essa é uma oportunidade muito difícil de conseguir.

 Bom, então é isso pessoal, por hoje é só. Espero que esse vídeo tenha te ajudado a conhecer mais sobre as possibilidades de trabalho dentro do segmento offshore. Se você gostou do conteúdo, se achou que te ajudou de alguma forma na sua meta de trabalhar embarcado, não deixe de se inscrever no canal, de dar o seu curtir, deixar o seu comentário e compartilhar o vídeo com alguém que você acha que também se beneficiaria com essa mensagem. Me ajudem a alcançar cada vez mais pessoas para que elas também tenham acesso a esse mercado tão pouco divulgado entre o público, que é o mercado offshore.

Mas eu tenho percebido que muitos de vocês que me acompanham aqui no canal, no blog e também no facebook, tem demonstrado muito interesse na carreira de Subsea Engineer. Muitos tem me perguntado o que é preciso saber pra atuar nessa função. No próximo vídeo você vai aprender comigo mais sobre assunto. Você vai conhecer quais são AS PRINCIPAIS HABILIDADE NECESSÁRIAS AO DESEMPENHO DA FUNÇÃO DE SUBSEA ENGINEER. Então, você tem um compromisso marcado comigo essa semana. Não perca! Um forte abraço e até lá!

 

 

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Qual a formação exigida para se tornar Subsea Engineer?

Publicado em 25/02/2017 às 11h02

QUAL A FORMAÇÃO EXIGIDA PARA SE TORNAR SUBSEA ENGINEER?

Olá meu amigo e minha amiga, tudo bem?

Você que já me acompanha há algum tempo aqui no canal, sabe que eu venho postando semanalmente vídeos sobre uma das carreiras mais elitizadas e bem remuneradas de todo o segmento offshore do setor de petróleo e gás. Trata-se da função de Subsea Engineer. Tenho visto que muitos de vocês têm interesse em se qualificar para essa função, sobretudo pela excelente remuneração e pelas grandes perspectivas de crescimento profissional nessa área.

Nesse sentido, uma das dúvidas mais recorrentes que tenho recebido de vocês é a seguinte: QUAL A FORMAÇÃO EXIGIDA PARA SE TORNAR UM SUBSEA ENGINEER? Ou seja, que cursos, que qualificação você precisa ter para se candidatar a vagas nesse ramo de Subsea Engineering. Nesse vídeo a partir de agora eu vou abordar esse tema aqui em detalhes pra responder todas as suas perguntas a respeito.

Bom, é necessário primeiro ressaltar que tem havido nos últimos anos uma mudança significativa no perfil dos profissionais que desempenham a função de Subsea Engineer. Há algum tempo atrás, a maioria dos trabalhadores que se tornavam Subsea Engineers, ou Subseas como são conhecidos, tinham pouca ou nenhuma formação acadêmica ou profissional. Eram literalmente “peões” que começaram suas carreiras em funções mais baixas dentro da hierarquia de uma plataforma e, pouco a pouco, iam se aproximando do departamento subsea, participando de operações e manutenções de equipamentos submarinos, e acabavam conseguindo “uma boca”, como se diz, para entrar no setor como trainees. Muitos desses profissionais tinham, se muito, o ensino médio completo e na maioria das vezes nenhum curso técnico nem muito menos uma graduação.

Não vou aqui dizer que isso ainda não acontece. Ainda há casos de pessoas que adentram a área de subsea dessa forma, mas hoje em dia eu posso afirmar que isso ficou bem mais difícil, e eu vou explicar o porque logo logo. Mas antes vamos falar de outro tipo de profissional que acabaram entrando na área de Subsea. Muitos estrangeiros que viram subsea engineers trabalhavam para o exército ou para a marinha de seus países, sobretudo se tratando de norteamericanos. E lá eles tinham uma determinada função afim à área técnica. É o caso por exemplo de mecânicos de aeronaves. Essas pessoas não possuem uma formação técnica ao pé da letra, porque em sua maioria nunca cursaram escolas técnicas ou universidades, e sua formação foi “on the job”, ou seja, no próprio campo de trabalho, iniciando como aprendizes na área e sendo treinados em campo por um supervisor.

Mas hoje em dia a situação mudou muito. Os sistemas submarinos foram se tornando mais complexos, à medida que aumentavam as profundidades de exploração de poços offshore de petróleo. E o nível de automação dos equipamentos também foi se intensificando. Os sistemas de controle deixaram de ser totalmente hidráulicos e passaram a incorporar também fibras óticas, muita eletrônica, protocolos de comunicação, e assim por diante.

Assim, aquele profissional com aquele perfil que eu mencionei pra vocês anteriormente começou a ter dificuldades de compreender e de lidar com esses sistemas mais complexos. E isso se refletiu rapidamente na rentabilidade das empresas de perfuração. Quando surgiam problemas no funcionamento dos equipamentos, esse profissional tinha uma capacidade bem limitada de determinar e de solucionar esses problemas. E a ociosidade dos equipamentos passou a aumentar, elevando os períodos de down time, que é quando a sonda para de ganhar dinheiro devido a falhas mecânicas ou humanas relacionadas aos equipamentos que provoquem uma interrupção nas operações.

Em resposta a esse quadro, as empresas passaram a investir milhões de dólares no treinamento e capacitação de seus profissionais já contratados e passaram a ser mais rigorosas nos critérios de recrutamento de novos profissionais para a função de subsea engineer, sobretudo os sem experiência. Assim muitas empresas passaram a exigir um curso técnico, nas áreas de mecânica, hidráulica, eletricidade, mecatrônica por exemplo, ou mesmo um curso superior, com preferência pelos cursos de graduação em engenharia. Ainda assim, a fim de poupar tempo e dinheiro no treinamento de novos profissionais para as empresas, algumas escolas desenvolveram um curso de formação para a função de Subsea Engineer, mediante parcerias com as empresas e com profissionais experientes na área. E para garantir a qualidade na administração desses cursos buscou-se a certificação da IADC (International Association of Drilling Contractors), que é o órgão máximo da indústria de perfuração de poços de petróleo e que tem, entre outras funções, a responsabilidade de supervisionar a qualidade dos cursos de treinamento que são ministrados para os profissionais dessa indústria.

E o resultado foi extremamente positivo para as empresas. Os trabalhadores sem experiência e mesmo os com vários anos de experiência em campo que faziam esse curso demonstravam grande progresso no conhecimento e no entendimento dos equipamentos e dos sistemas submarinos das plataformas. Ao aprenderem a fundo toda a teoria de funcionamento dos equipamentos e ao adquirirem conhecimento sólido sobre as operações de controle de poço, esses trabalhadores passaram a apresentar um desempenho muito melhor no trabalho e os números passaram a demonstrar isso, ou seja, foi experimentada uma forte queda nos índices de downtime devido a problemas com equipamentos subsea nas sondas.

Assim, os cursos de treinamento e formação para a função de subsea engineer com certificação pela IADC passaram a ser um requisito praticamente obrigatório para profissionais sem experiência, e mesmo para os com experiência, para serem recrutados para essa função. E esse curso continua sendo hoje a principal porta de entrada de novos profissionais para a área de subsea engineering. Com ele, já vi muitos profissionais serem contratados como trainees ou assistentes de subsea por grandes empresas sem ter nenhum curso técnico nem graduação.

Bom, então é isso pessoal. Espero que esse vídeo tenha matado sua curiosidade e tenha também te ajudado a conhecer mais sobre os pré-requisitos para a função de Subsea Engineer. Se você gostou do conteúdo, se achou que te ajudou de alguma forma na sua meta de conhecer mais sobre o trabalho offshore, não deixe de se inscrever no canal, de dar o seu curtir, deixar o seu comentário e compartilhar o vídeo com alguém que você acha que também se beneficiaria com essa mensagem. Me ajudem a alcançar cada vez mais pessoas para que elas também tenham acesso a essa área de conhecimento tão pouco divulgada entre o público.

Mas a maioria das pessoas que anseiam o trabalho embarcado, o fazem por motivos financeiros, ou seja, pelos altos salários. Você sabia que um trabalhador offshore em uma determinada função pode ganhar até 3x mais que um profissional desempenhando a mesma função em terra? Mas afinal, QUANTO GANHA UM TRABALHADOR OFFSHORE? Esse será o tema do meu próximo vídeo na próxima semana. Você vai saber tudo sobre a remuneração base e todos os adicionais que incidem sobre os salários de um trabalhador offshore. Então, você tem um compromisso marcado comigo pro próximo vídeo. Não perca! Um forte abraço e até lá!

 

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Você tem o perfil para o trabalho offshore

Publicado em 21/02/2017 às 17h28

 

VOCÊ TEM O PERFIL PARA O TRABALHO OFFSHORE?

Olá, tudo bem?

Tenho visto que a maioria das pessoas que desejam trabalhar na indústria offshore pensam apenas nas vantagens, na parte boa, desse tipo de trabalho. E de fato as vantagens são muitas. Estamos falando aqui de excelente remuneração, rápida progressão de carreira, grandes investimentos das empresas no treinamento e na qualificação de seus profissionais e a possibilidade de se construir uma carreira internacional no setor.

Mas muitos despercebem o fato de que o trabalho offshore também traz uma série de desafios e de dificuldades. Eu já falei isso em outros vídeos e repito aqui: trabalhar embarcado não é pra todo mundo! Não foram poucas as vezes que conheci pessoas que buscaram por anos uma oportunidade offshore e, quando conseguiram ser contratados, perceberam que não era realmente aquilo o que eles queriam. Algumas dessas pessoas não duraram nem mesmo um embarque completo a bordo. Quando se viram lá confinados em uma plataforma já na primeira vez, pediram rapidamente pra desembarcar. Às vezes por saudade da família e dos amigos, às vezes porque o leve balanço da embarcação provocou um mal estar muito grande, ou porque se sentiram de alguma forma enclausurados, privados da liberdade, presos em uma ilha de ferro cercada de água por todos os lados.

Então, não é a toa realmente que a maioria das empresas do setor é muito criteriosa nos processos seletivos para vagas em plataformas, sobretudo se os candidatos nunca embarcaram antes. Porque é necessário ter um perfil bem específico para encarar esse tipo de trabalho. Mas que perfil seria esse? E como você pode saber se você tem o perfil necessário para trabalhar offshore? Vamos responder a essas perguntas a partir de agora.

No decorrer da minha trajetória na indústria offshore do petróleo, eu participei de muitos processos seletivos e pude cultivar um extenso networking com profissionais de Rh das empresas por onde passei. Além disso, toda minha experiência na área mesmo, trabalhando a bordo de tantas plataformas e em tantos lugares diferentes, me dão condições de compartilhar com você esse tipo de informação. Então pra facilitar, eu decidi fazer uma lista de 10 perguntas sobre fatores profissionais e comportamentais que vão determinar se você tem ou não o perfil para o trabalho offshore. Esse na verdade é um TESTE DE PERFIL OFFSHORE, que eu sempre costumo fazer com meus alunos e também com pessoas que ainda tem dúvidas se elas de fato se encaixariam ou não nesse tipo de atividade. É uma forma bem simples e prática de você poder fazer essa auto-análise e costuma ter um grande índice de eficácia.

Você agora pode ver aí na tela as perguntas desse teste. Como é que você deve proceder nesse questionário? Ele se baseia em um sistema de pontuação. Bom você pode notar que é possível responder a cada pergunta com um SIM ou um NÃO. Cada resposta positiva, ou seja, cada SIM que você dá, te confere 1 ponto. Enquanto que cada NÃO vale 0 pontos, ou seja, você não pontua nada. Então basta você responder às 10 perguntas e calcular sua pontuação ao final do teste.

Antes de considerar esse questionário, eu quero que fique claro pra você que na minha opinião os fatores comportamentais são bem mais relevantes que os profissionais para determinar se você tem o perfil pro trabalho embarcado. Isso porque em se tratando simplesmente do seu currículo, se você não possui a qualificação necessária para ocupar uma determinada vaga offshore, você pode sempre mudar essa situação e procurar cursos e treinamentos que te habilitem ou te capacitem pra função desejada. Mas uma coisa você não pode mudar, seu mindset, sua forma de pensar, seu comportamento. Muitas pessoas, por exemplo, não conseguem trabalhar sob pressão. Elas simplesmente não conseguem ter inteligência emocional e tomar decisões importantes em situações de estresse e pressão. Outros podem não estar dispostos a realizar tarefas simples, trabalhos braçais que são considerados mais “humildes”. Eles se imaginam trabalhando o dia inteiro em um escritório, com ar condicionado, utilizando roupas secas e limpas. Então esse tipo de pessoa dificilmente vai conseguir se adaptar à realidade do trabalho a bordo de uma plataforma. Porque o trabalho embarcado vai totalmente de encontro ao que a pessoa idealiza como sendo um trabalho ideal. E quanto a isso, pouco podemos fazer.

Bom, voltando ao teste, no vídeo eu leio cada uma dessas perguntas e você já pode ir pensando no seu caso pessoal, sobre que resposta você daria a elas, um SIM ou um NÃO.

Ok, agora pra finalizar o teste, você calcula sua pontuação e você vai ver onde ela se encaixa nessa legenda que temos aí no final do vídeo.

Bom como eu já sei que muitos de vocês vão querer fazer esse teste, eu já informo desde já que nós podemos te enviar ele por e-mail. Daí você pode tirar um tempo e responder o questionário num momento mais lhe convier. Pra receber o teste de perfil offshore em formato pdf, basta que você nos envie sua solicitação por e-mail para o seguinte endereço: contato@subseaengineer.com.br. Assim, eu e minha equipe iremos te encaminhar o questionário como anexo em cima do email que você nos enviou.

Então é isso meu amigo e minha amiga, por hoje é só. Espero que esse vídeo tenha te ajudado a avaliar melhor se o trabalho offshore realmente é para você. Se você gostou do conteúdo, se achou que te ajudou de alguma forma na sua meta de trabalhar embarcado, não deixe de se inscrever no canal, de dar o seu curtir, deixar o seu comentário e compartilhar o vídeo com alguém que você acha que também se beneficiaria com essa mensagem. Me ajudem a alcançar cada vez mais pessoas para que elas também tenham acesso a esse mercado tão pouco divulgado entre o público, que é o mercado offshore.

Mas eu tenho percebido que muitos de vocês que me acompanham aqui no canal, no blog e também no facebook, tem demonstrado muito interesse na carreira de Subsea Engineer. E eu fico muito feliz com isso, afinal essa é a minha função e é um prazer saber que vocês admiram o que nós Subseas fazemos. Por outro lado, também sei que muito desse interesse tem a ver com os altos salários que os Subsea recebem, mas de toda forma é muito válido que você queira saber mais sobre essa carreira. No próximo vídeo você vai aprender comigo mais sobre o que é necessário para se tornar um profissional desse tipo. Afinal, QUAL A FORMAÇÃO NECESSÁRIA PRA SE TORNAR UM SUBSEA ENGINEER? Na próxima sexta agora, eu vou postar um vídeo completo sobre isso. Assim, você tem um compromisso marcado comigo na semana que vem. Não perca! Um forte abraço e até lá!

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Como trabalhar offshore no exterior?

Publicado em 16/02/2017 às 09h45

COMO TRABALHAR OFFSHORE NO EXTERIOR?

Olá, tudo bem?

Percebo que muitas pessoas que desejam ingressar no mercado offshore para o trabalho em plataforma tem a vontade de trabalhar no exterior, ou seja, fora do Brasil. Sem dúvida, um dos grandes atrativos desse mercado é o de se poder construir uma carreira internacional. Eu pessoalmente tinha esse interesse lá no início e sei que pode ser esse também o seu caso. Mas afinal, é realmente possível para um profissional brasileiro TRABALHAR EMBARCADO NO EXTERIOR?

Antes de falarmos sobre esse assunto, você pode estar se perguntando: O QUE leva um profissional a querer trabalhar offshore fora do Brasil? Afinal a maioria das pessoas sempre buscam um trabalho perto de sua residência. Parece ilógico busca um emprego que te obrigue a viajar longas distâncias e ainda mais a ficar longos períodos de tempo embarcado em águas internacionais na companhia de estrangeiros em sua maioria.

Obviamente que as pessoas que almejam trabalhar como expatriados na verdade buscam os benefícios dessa modalidade de trabalho. Mas que benefícios são esses? Bom eu não vou entrar em detalhes nesse vídeo sobre isso, mas posso enumerar os seguintes benefícios aos quais o trabalhador offshore expatriado tem direito: adicional na remuneração, vantagens tributárias ou até mesmo isenção do imposto de renda, maiores períodos de folga, possibilidade não só de trabalhar mas também morar no exterior, e assim por diante. Há ainda outros que querem trabalhar fora simplesmente como uma experiência de enriquecimento pessoal ou mesmo para agregar valor a seu currículo, tendo uma experiência internacional nele comprovada.

Mas agora vamos voltar ao foco do nosso vídeo: como você pode vir a conseguir uma chance de trabalhar embarcado fora do Brasil? Bom, pela minha experiência na indústria offshore, eu posso afirmar que existem basicamente 02 possibilidades nesse caso. A primeira delas é você ser um funcionário de uma empresa multinacional de petróleo que atua no Brasil e, já dentro dessa empresa, surgir uma vaga em uma divisão dela em outro país no exterior na qual seu perfil profissional se encaixa. Nesse caso, você migraria de um contrato nacional para um contrato internacional, seja ele temporário ou permanente.

Essa é na verdade uma ocorrência muito comum dentro do segmento offshore. Conheço muitos colegas, pessoas do meu convívio, que tiveram esse tipo de oportunidade e foram enviados por suas respectivas empresas para países como Estados Unidos, Cingapura, Coréia do Sul, México, Noruega, dentre outros. E sem dúvida os profissionais que aceitam esse tipo de convite da empresa não apenas realizam um desejo pessoal mas também ganham um grande impulso em sua carreira, que podem incluir promoções, aumento salarial e acesso a um pacote especial de benefícios.

Essa primeira possibilidade que eu mencionei é na verdade a forma mais fácil e segura de conseguir uma vaga offshore no exterior. Isso porque essas circunstâncias alinham o seu interesse em trabalhar fora com o interesse ou necessidade da própria empresa. Assim, fica muito mais fácil você preencher os requisitos legais para conseguir um visto de trabalho no país de destino, e a empresa vai fazer todos os arranjos necessários para que sua mudança ocorra da melhor forma possível.

Mas, como eu já mencionei, existe ainda uma outra possibilidade de você conseguir trabalhar fora no mercado offshore. Seria o caso de você se candidatar diretamente a uma vaga no exterior oferecida por uma empresa para a qual você não trabalha, ou ainda não trabalha. Nessa hipótese, é você que toma a iniciativa e busca por conta própria essa vaga. E nesse caso, a situação é mais complicada, apesar de não ser impossível, e eu vou te explicar porque.

É bem possível que você já tenha visto o anúncio de alguma vaga internacional na qual você se encaixaria no site de alguma empresa multinacional do ramo de petróleo e gás. Você inclusive já pode ter se candidatado a vagas assim. Mas é provável que nunca tenha recebido nenhum feedback da empresa. Isso é na verdade o que acontece na maioria das vezes quando um profissional brasileiro se candidata a uma vaga no exterior. Mas porque?

O primeiro problema é que na maioria das vezes a empresa exige que a pessoa já tenha visto de trabalho para o país da vaga. Dificilmente uma empresa da qual você não é funcionário irá dar entrada por conta própria na papelada necessária para te conseguir um visto de trabalho. A não ser que você seja um profissional altamente qualificado e experiente e que essa empresa esteja tendo dificuldades de conseguir um profissional com o seu perfil naquele país específico. Ainda assim é complicado para nós brasileiros. Verdade seja dita, nós vivemos em um país de terceiro mundo e a probabilidade de alguém querer utilizar um visto temporário de trabalho como uma desculpa para imigrar definitivamente para um país desenvolvido é muito grande. E esses países com certeza não vão facilitar esse tipo de coisa. Então os pré-requisitos para você conseguir um visto de trabalho, mesmo que temporário, são bem rigorosos. Nos Estados Unidos, por exemplo, isso vai ficar cada vez mais difícil, sobretudo agora com o novo presidente Donald Trump no poder. E na europa, toda essa crise migratória devido às guerras e conflitos na África e no Oriente Médio tem dificultado muito a imigração mesmo da mão-de-obra mais qualificada para o continente.

É claro que eu não posso ser aqui taxativo. Eu que tenho hoje um extenso networking na área offshore, já vi e tenho visto ainda profissionais que tem sido contratados direto pra vagas no exterior. Isso acontece mesmo e eu diria que é muito mais fácil acontecer isso dentro da indústria do petróleo do que em qualquer outra. Por que a indústria do petróleo e seu segmento offshore são por natureza internacionais. Ela está presente em várias partes do mundo, onde quer que haja focos de exploração de reservas de petróleo. E dentro desse mercado o intercâmbio de profissionais é muito grande.

Mas nesse momento específico, eu diria que é muito mais viável você conseguir uma vaga de trabalho embarcado no exterior através de uma empresa que já atue no mercado de petróleo brasileiro. Foi inclusive o que aconteceu comigo. Dentro das empresas que eu trabalhei, recebi em uma oportunidade o convite para trabalhar na sede de uma delas nos EUA. Convite que aliás eu acabei recusando por motivos pessoais que não vem ao caso. Assim como também recebi uma proposta de um colega de outra empresa para trabalhar em Cingapura. Isso sem mencionar os vários cursos no exterior que tive chance de fazer, em diferentes lugares, todos eles financiados pelas empresas para as quais eu trabalhei.

Bom, então é isso pessoal, por hoje é só. Espero que esse vídeo tenha te ajudado a conhecer mais sobre as possibilidades de trabalho dentro do segmento offshore. Se você gostou do conteúdo, se achou que te ajudou de alguma forma na sua meta de trabalhar embarcado, não deixe de se inscrever no canal, de dar o seu curtir, deixar o seu comentário e compartilhar o vídeo com alguém que você acha que também se beneficiaria com essa mensagem. Me ajudem a alcançar cada vez mais pessoas para que elas também tenham acesso a esse mercado tão pouco divulgado entre o público, que é o mercado offshore.

Mas eu tenho percebido que muitos de vocês que me acompanham aqui no canal, no blog e também no facebook, principalmente os que ainda nunca embarcaram, tem se feito a seguinte pergunta: será que o trabalho offshore é realmente para mim? É essa sua dúvida? Afinal, como saber se você tem de fato o perfil necessário para o trabalho embarcado? No próximo vídeo você vai aprender comigo mais sobre assunto. Você vai conhecer quais são os principais pré-requisitos para o trabalho offshore e como avaliar se você tem condições físicas, emocionais e profissionais para encarar esse desafio. Então, você tem um compromisso marcado comigo na semana que vem. Não perca! Um forte abraço e até lá!

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Como é a rotina de trabalho em uma plataforma?

Publicado em 29/10/2016 às 10h15

 

COMO É A ROTINA DE TRABALHO EM UMA PLATAFORMA?

Olá, tudo bem?

O assunto trabalho embarcado gera muita curiosidade nas pessoas. Quando você fala que trabalha ou já trabalhou offshore, muitas pessoas idealizam sobre como é de fato viver e trabalhar em uma plataforma offshore e te enchem de perguntas a respeito. Você que já tem experiência no ramo, sabe que a vida a bordo tem suas vantagens, mas também tem seu lado desafiador. Mas a maioria das pessoas que nunca embarcaram realmente não fazem idéia do que esperar se um dia de fato entrarem nesse mercado. Por esse motivo, eu decidi produzir esse vídeo. Aqui eu vou a partir de agora tirar todas suas dúvidas sobre a rotina de trabalho em uma plataforma offshore. E nada melhor que ouvir isso de uma pessoa que passou vários anos habitando diferentes plataformas em diversos locais, como é o meu caso.

Então vamos lá, vamos partir do começo. Logo quando chega na sua plataforma, o cenário mais comum é participar de uma reunião de segurança, em que você vai se atualizar de todas as operações que estão ocorrendo na sonda e será lembrado dos procedimentos de segurança. Em seguida, você será informado do número do seu camarote e poderá deixar lá suas bagagens. Daí é de praxe você ligar ou encontrar seu supervisor pra que ele defina em qual turno você irá trabalhar durante seu embarque. Há na prática 02 possibilidades: trabalhar no turno de dia ou no da noite.

Lembre-se que um turno de trabalho em uma plataforma tem duração de 12 horas e são intercalados por outras 12 horas de descanso. Esse turno embarcado exige sim mais do trabalhador que as 08 horas que você costuma trabalhar em terra, mas você é pago por isso. No vídeo passado, você viu que o trabalhador offshore recebe um adicional de revezamento de turno.

No decorrer de um turno de 12 horas de trabalho, você tem direito a 01 hora de intervalo. Geralmente alocamos 30 minutos para o almoço e 2 intervalos de 15 minutos, um pela manhã e outro pela tarde, para você tomar seu lanche. Então somando essas 03 refeições ao café-da-manhã e ao jantar, você tem direito a 05 refeições. Mas isso não é na realidade um luxo, é um direito seu, mas também uma obrigação da empresa. Sobretudo pelo fato de que, em uma situação de emergência, em que tenhamos de abandonar a plataforma, é necessário que estejamos bem nutridos e prontos para esperar longas horas por um resgate. Então não se iluda, a bordo você tem uma série de benesses, mas tudo isso tem uma razão específica, afinal você convive com o risco diariamente pelo simples fato de estar a bordo de uma plataforma de petróleo.

Nas plataformas é possível notar uma preocupação em se oferecer boas condições de conforto aos profissionais. Obviamente o espaço físico é limitado, mas você tem acesso a um camarote confortável e uma série de opções para suas 12 horas diárias de folga, como sala de TV, academia, às vezes biblioteca, sala de jogos, sala de música, e em casos raros, até piscina e quadra poliesportiva. Lógico que essa é uma realidade de bem poucas plataformas ao redor do mundo, mas é fato de que algumas contam com esses recursos.

Há também meios disponíveis para você se comunicar com o mundo em terra. A bordo você tem sinal wi-fi de internet nos camarotes, e telefones à disposição da tripulação para entrarem em contato com seus amigos e familiares. Lógico que em muitas plataformas o número de telefones a bordo pode não ser o suficiente para atender de forma confortável toda a tripulação. Em geral, cada sonda pode ter apenas 01, 02 ou às vezes 03 telefones de uso comunitário. Mas essa situação pode ser amenizada um pouco pela existência de outros telefones nas salas dos supervisores. Então fica aqui a dica, se você é supervisor ou pelo menos tem um bom relacionamento com algum deles, pode contar aí com um telefone extra para uso.

Mas você pode ainda estar se perguntando, “sim, mas como é que funciona um dia normal de trabalho a bordo?”. Vamos então considerar que você vai trabalhar no turno diurno. Então você vai trabalhar das 6 da manhã até as 6 da noite, perfazendo suas 12 horas. Nesse caso, a sua rotina começa às 05:30 com uma reunião de segurança pré-turno. Lembre-se que a bordo, principalmente em plataformas próprias ou afretadas pela Petrobrás, a cultura de segurança é muito forte. Em geral é adotada uma política de zero acidentes. Durante essa reunião toda a tripulação será comunicada das operações que seram executadas durante o turno, serão enfatizados tópicos de segurança e serão trazidos quaisquer assuntos de interesse que possam de alguma forma influir na sua segurança  durante aquele turno de trbalho. Mas o seu trabalho não deveria começar as 6? Lembre-se que você recebe também um adicional por esses 30 minutos diários das reuniões pré-turno. Isso sempre vai aparecer no seu contracheque no final do mês.

Alguns minutos antes das 6 você provavelmente já está na planta industrial, conversando com o pessoal do turno da noite, se inteirando de tudo o que ocorreu e do que precisa ser feito durante o dia. Às 6 de fato começa seu turno. Às 9 da manhã, você tem uma pausa de 15 minutos para o lanche, daí ao meio-dia você tem 30 minutos pra almoçar. Lógico que se as operações estiverem muito intensas, a equipe do seu departamento vai revezar durante o almoço, mas sempre leve em conta que o refeitório fica aberto das 11:00 até as 13:00. Independente do acordo dentro do seu departamento, você tem direito aos seus 30 minutos de almoço. Depois disso, às 15:00 você tem mais 15 minutos para o lanche e, finalmente, às 18:00 você larga o turno. Faz apenas uma breve reunião com seu substituto da noite e pode seguir para as acomodações para as suas 12 horas de descanso. Durante sua folga, você pode fazer utilizar seu tempo da forma que bem entender e desfrutar de todos os recursos que as acomodações oferecem.

Bom, então é isso pessoal, por hoje é só. Espero que esse vídeo tenha te ajudado a conhecer mais sobre a vida de um trabalhador offshore a bordo de uma plataforma. Se você gostou do conteúdo, se achou que te ajudou de alguma forma na sua meta de trabalhar embarcado, não deixe de se inscrever no canal, de dar o seu curtir, deixar o seu comentário e compartilhar o vídeo com alguém que você acha que também se beneficiaria com essa mensagem. Me ajudem a alcançar cada vez mais pessoas para que elas também tenham acesso a esse mercado tão pouco divulgado entre o público.

Mas eu tenho percebido que muitos de vocês que me acompanham aqui no canal, no blog e também no facebook, tem demonstrado muito interesse na carreira de Subsea Engineer. E eu fico muito feliz com isso, afinal essa é a minha profissão e é um prazer saber que vocês admiram o que nós Subseas fazemos. No próximo vídeo você vai aprender comigo mais sobre o trabalho desse profissional. Afinal, O QUE FAZ UM SUBSEA ENGINEER? Então na próxima semana, eu vou postar um vídeo completo sobre isso. Você vai saber tudo sobre o dia-a-dia desse profissional e porque seu trabalho é tão apaixonante. Assim, você tem um compromisso marcado comigo na semana que vem. Não perca! Um forte abraço e até lá!

 

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Quanto ganha um subsea engineer?

Publicado em 26/10/2016 às 10h15

 

QUANTO GANHA UM SUBSEA ENGINEER?

Olá meu amigo e minha amiga, tudo bem?

A maioria das pessoas que conhecem a carreira de Subsea Engineer associam essa função a ALTOS SALÁRIOS. Se você já ouviu falar da área ou conhece alguém que trabalha nela, tenho certeza que esse é o aspecto que logo veio à sua mente. De fato, o Subsea Engineer é atualmente um profissional privilegiado, porque figura na lista dos 05 profissionais mais bem pagos de toda a indústria offshore. É muito frequente, na maioria das plataformas offshore, o Subsea (como e chamado) ser o profissional mais bem pago a bordo, ganhando mais inclusive que o próprio Gerente da Plataforma. Mas afinal, QUANTO GANHA UM SUBSEA ENGINEER?

Para te tirar essa dúvida, eu decidi produzir esse vídeo e falar a respeito da remuneração do Subsea Engineer por cada um dos níveis de carreira. Vou inclusive te fornecer aqui uma informação que você não encontrará em nenhum outro lugar. Vou te mostrar aqui o contracheque que eu recebia de uma das empresas que trabalhei como Subsea Engineer pleno, ou Night Subsea Engineer Supervisor como é conhecido, que é o penúltimo estágio da carreira nessa área.

Mas antes disso, eu vou te explicar porque os salários dos Subsea Engineers são tão altos. O primeiro motivo é que ele é um profissional offshore, e o profissional offshore recebe uma série de adicionais sobre o seu salário que não existem caso você trabalhe em terra. Mas quais são esses adicionais?

Bom pra começar, o profissional offshore recebe um salário base, ao qual são somados 30% de adicional de periculosidade, 32,5% de adicional de intervalo, 52% de adicional de revezamento de turno, adicional de trabalho noturno, reembolso de diárias de viagem, remuneração por horas de reunião de segurança e bônus anuais e semestrais de segurança e de performance da plataforma. Eu não vou te explicar aqui em detalhes nesse vídeo o motivo da existência de todos esses adicionais, nem o que eles significam. Esse será o tema de um próximo vídeo, na semana que vem, mas o fato é que eles existem e que por si só mais que dobram o seu salário base.

Mas além de todos esses adicionais que eu comentei, o Subsea Engineer também recebe um bônus de Supervisão e um bônus de retenção. O bônus de supervisão é dado devido a própria posição hierárquica elevada que nós profissionais do ramo ocupamos na cadeia de comando de uma plataforma offshore. E o bônus de retenção é um adicional que as empresas nos fornecem para diminuir a rotatividade desse tipo de profissional dentro do departamento. É um bônus anual, mas que a maioria das empresas te paga trimestralmente. E ele é dado  porque os Subsea Engineers são profissionais muito requisitados e, à medida que você vai ganhando experiência na função, você vai recebendo com muita frequência ofertas de emprego de outras empresas, oferecendo melhores salários, melhores condições de trabalho. Então, o bônus de retenção é uma forma de sua empresa atual “comprar” sua fidelidade à empresa, pra você não ter motivos financeiros pra aceitar uma oferta de emprego de terceiros. Isso pode parecer incrível pra você, eu sei disso. Mas essa é a realidade desse tipo de profissional.

Bom, em síntese, todos esses adicionais juntos na prática praticamente triplicam ou mesmo quadruplicam seu salário-base!

Mas agora vamos finalmente falar de números. Você vai ver no vídeo qual a média salarial do Subsea Engineer em cada um dos 04 estágios que compõem essa carreira. Nessa tabela que você visualiza aí tela você vê qual a média salarial do Subsea Engineer em cada um dos 04 estágios que compõem essa carreira. (MOSTRAR NA TELA) Esses são dados de 2015, fornecidos pela Consultoria Michael Page, que é uma das maiores empresas de recrutamento do mundo. Eles possuem um departamento inteiro especializado na contratação de novos profissionais para a indústria offshore de petróleo.

Mas agora eu vou te trazer aquela informação de ouro, aquela informação privilegiada que tantas pessoas me pediram e eu acabei atendendo. Quando eu falo a respeito da remuneração do Subsea Engineer, há muitas pessoas que simplesmente não acreditam, achando que esse salário é muito alto, ou completamente fora da realidade.

E algumas delas me pediram uma prova. Pediram que eu mostrasse um contracheque de um profissional da área. Então, eu encarei esse desafio. Eu vou te mostrar aqui agora um contracheque meu do ano de 2015, que eu recebi enquanto trabalhava para uma das várias empresas multinacionais do setor de petróleo para as quais eu trabalhei. Essa foi inclusive a última empresa para a qual eu trabalhei como profissional fixo contratado. Hoje eu me dedico às minhas empresas e principalmente à área de treinamento e capacitação profissional de profissionais para o setor de petróleo. Agora na tela você vê esse que é um contracheque que eu recebi em MARÇO DE 2015, quando ocupava a função de NIGHT SUBSEA ENGINEER SUPERVISOR, ou Subsea Engineer pleno, que é o penúltimo estágio da carreira dentro do departamento de Engenharia Submarina de uma plataforma. Aí no vídeo você consegue ver esse contracheque, incluindo a remuneração total daquele mês e o descritivo de todos os items que compunham meu salário naquela oportunidade.

Bom, então é isso pessoal. Espero que esse vídeo tenha matado sua curiosidade e tenha também te ajudado a conhecer mais sobre a função de Subsea Engineer. Se você gostou do conteúdo, se achou que te ajudou de alguma forma na sua meta de conhecer mais sobre o trabalho offshore, não deixe de se inscrever no canal, de dar o seu curtir, deixar o seu comentário e compartilhar o vídeo com alguém que você acha que também se beneficiaria com essa mensagem. Me ajudem a alcançar cada vez mais pessoas para que elas também tenham acesso a essa área de conhecimento tão pouco divulgada entre o público.

Mas a maioria das pessoas que ouvem falar do trabalho embarcado, demonstram muita curiosidade sobre esse tipo de trabalho. Muitos me perguntam e querem saber como é o dia-a-dia, a rotina, de um profissional que atua em uma plataforma marítima de petróleo. É essa sua dúvida também? Então no próximo vídeo que eu vou postar eu vou te mostra em detalhes sobre esse tema.. Você vai saber tudo sobre vida de um trabalhador offshore. Então, você tem um compromisso marcado comigo pro próximo vídeo. Não perca! Um forte abraço e até lá!

 

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02 motivos para apostar no mercado offshore em 2017

Publicado em 18/10/2016 às 10h15

 

02 MOTIVOS PARA APOSTAR NO MERCADO OFFSHORE EM 2017

Olá, tudo bem?

Se você trabalha, já trabalhou ou deseja trabalhar no segmento offshore, com certeza tem estado um tanto desanimado nos últimos 02 anos com as incertezas vividas pelo setor de petróleo e gás. Durante esse período, dúvidas sobre quando e como o mercado de óleo e gás retomaria o fôlego era uma questão cuja resposta certamente valia milhões de dólares. Mas, apesar desse momento de incertezas, novos ventos já começaram a soprar sobre o setor. Hoje em dia, os especialistas na área e mesmo quem atua no ramo já começa a vislumbrar o reaquecimento do mercado offshore.

E é justamente sobre essas boas notícias pra você que vou falar nesse vídeo de hoje. Eu vou te dar a partir de agora 02 GRANDES MOTIVOS para você apostar no mercado offshore brasileiro em 2017 como uma excelente opção para sua carreira profissional.

1- O primeiro desses motivos e sem dúvida um dos mais importantes para essa mudança positiva no humor da indústria de petróleo no Brasil é A ABERTURA DA EXPLORAÇÃO DO PRÉ-SAL A EMPRESAS PRIVADAS ESTRANGEIRAS. Se você vem acompanhando as notícias do setor aqui no Brasil, com certeza não deixou passar despercebido a recente O PROJETO DE MUDANÇA DO REGIME DA PARTILHA no pré-sal. O projeto já foi aprovado no Senado e na Câmara dos Deputados e segue apenas para sanção presidencial. Sanção essa que aliás já é dada como certa.

Mas muito tem se falado sobre essa mudança e poucas pessoas sabem o que realmente significa. Você sabe de fato do que estamos falando? A proposta quer mudar a legislação em vigor, que determina que a estatal tenha uma participação mínima de 30% nos consórcios desta área e seja a operadora destes campos de petróleo e gás - ou seja, a responsável por conduzir direta ou indiretamente a exploração e produção. O problema desse modelo é que ele é muito engessado e causou praticamente a estagnação dos investimentos na exploração de novas reservas devido ao alto índice de endividamento da Petrobrás e de todas as repercussões da Operação Lava-jato da Polícia Federal, cujo foco é justamente sobre as mais importantes empresas terceirizadas da companhia.

A nova regra, que vai entrar em vigor após a sanção presidencial, desobriga a Petrobrás de participar da totalidade dos consórcios licitados sob o regime de partilha de produção. A empresa poderá escolher quais campos tem interesse em explorar, e caberá à Presidência da empresa decidir quais são de fato as áreas estratégicas. A estatal manterá a participação mínima de 30% nestes campos selecionados. Os restantes serão leiloados e explorados e operados pela empresas vencedoras dos leilões. E essas novas empresas vão poder participar de 100% dos investimentos. E acredite, as empresas gigantes do setor tem muitos recursos e muito interesse em investir em nosso pré-sal.

Pra você ter uma idéia, só a mera expectativa por essa alteração do modelo da partilha do pre-sal já provocou a vinda de muitas empresas de petróleo estrangeiras para o Brasil esse ano. Estamos vendo a instalação de bases dessas empresas no decorrer de todo esse ano, sobretudo no estado do Rio de Janeiro, que é o detentor das maiores reservas de petróleo no Brasil. E a maioria das grandes empresas multinacionais do setor já expressaram interesse em participar dos leilões de novos blocos de exploração no brasil, que devem começar já no primeiro semestre de 2017. Mas não estamos falando apenas de empresas novas. As empresas que já atuam no setor aqui no brasil também estão com expectativas muito grandes em relação à recuperação. Várias delas já estão fazendo plano de retomada nos investimentos para o ano que vem, se preparando para uma nova e forte onda de crescimento do setor.

2- O segundo motivo pra você apostar no trabalho embarcado em 2017 é a trajetória de aumento do preço do barril do petróleo no mercado mundial. Os países da OPEP, que são os maiores produtores de petróleo do mundo, tinha mantido elevadas taxas de produção de petróleo desde 2014, e isso como você já sabe impactou fortemente na queda do preço do barril. O grande problema é que com o preço do barril de petróleo baixo, a exploração do petróleo de origem offshore fica praticamente inviabilizada, e os investimentos no setor de exploração cai drasticamente. Mas a boa notícia é que recentemente a OPEP e a Rússia assinaram acordos de redução sistemática dos níveis de produção e o resultado foi a elevação do preço do barril do petróleo a níveis que não eram vistos desde 2015. E essa tendência é progressiva. Os grandes produtores de petróleo mantiveram o preço do petróleo lá embaixo pelo tempo máximo que podiam. Muitos deles tem trabalhado no limite de suas margens de lucro. Assim o petróleo entrou em uma nova trajetória de elevação de preço que reúne todas as condições para ser contínua e progressiva, tornando viáveis novamente os investimentos no setor.

Bom, meu amigo e minha amiga, as perspectivas realmente são animadoras para todos nós que já atuamos ou desejamos atuar no setor offshore de petróleo e gás. Inclusive as maiores empresas de recrutamento de mão de obra para essa indústria já vislumbra a abertura de 100.000 novos postos de trabalho entre 2017 e 2018. Isso mesmo, 100.000 novas vagas. E é consenso atualmente que é fundamental que você se prepare para essas novas oportunidades que surgirão em breve. Porque quando as empresas voltarem a contratar, elas vão buscas trabalhadores qualificados, pessoas que demonstraram proatividade durante o momento de crise, que não se estagnaram e não deixaram de se capacitar profissionalmente. É isso que você está fazendo nesse momento? Sua postura hoje mostra que você está se preparando para conseguir sua oportunidade nesse mercado? Essas são perguntas que você deve se fazer.

Bom pessoal, por hoje é só. Esperam que tenham gostado do vídeo. Se você gostou do conteúdo, se achou que te ajudou de alguma forma na sua meta de trabalhar embarcado, não deixe de se inscrever no canal, dar o seu curtir, deixar o seu comentário e compartilhar o vídeo com seus amigos. Me ajudem a alcançar cada vez mais pessoas com conteúdo de qualidade para ajudar a divulgar as excelentes oportunidades que esse setor tem a oferecer.

Mas muitos especialistas concordam que uma das primeiras áreas que vão começar a contratar com esse novo fôlego que a indústria do petróleo está prestes a tomar é a de engenharia submarina. Isso mesmo, essa ainda é uma área punjante dentro do setor de petróleo e será muito breve a responsável por absorver um grande número de novos profissionais. E a área de engenharia submarina é justamente uma das áreas que melhor remuneram seus profissionais. Por isso, se você tem interesse de saber mais sobre essa área, não deixe de assistir ao meu vídeo na sexta-feira, com o tema: “QUANTO GANHA UM SUBSEA ENGINEER?” Então você tem um compromisso marcado comigo essa sexta, não deixe de assistir o vídeo. Um forte abraço e até lá.

 

 

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Quem é o subsea engineer

Publicado em 14/10/2016 às 10h15

 

QUEM É O SUBSEA ENGINEER?

Olá meu amigo e minha amiga, tudo bem?

Quando eu sou convidado para dar palestras sobre Engenharia Submarina, seja em empresas, seja em universidades, percebo que a primeira reação das pessoas é de imediato interesse e curiosidade. Se você já conhece a área offshore há algum tempo, é bem provável que já tenha ouvido falar em Engenharia Submarina e na função do Subsea Engineer. Mas a maioria das pessoas que encontro realmente não sabe absolutamente nada sobre esse profissional nem sobre sua área de atuação. Por esse motivo, eu decidi produzir este vídeo, a fim de te ajudar a conhecer essa carreira e todas as oportunidades que ela pode te proporcionar.

Primeiramente, para facilitar o seu entendimento, eu vou te explicar o que é Engenharia Submarina dentro do contexto do setor de petróleo e gás. A Engenharia Submarina é uma área do conhecimento que envolve todo o desenvolvimento, projeto, execução, operação e manutenção de materiais, processos e sistemas para aplicações submarinas de exploração e produção de petróleo e gás. Essa definição pode te parecer muito complicada, então eu vou facilitar pra você.

Na verdade, quando você visualiza uma plataforma offshore, você é apenas capaz de ver toda aquela estrutura fixa ou flutuante na superfície, mas acredite, existe um verdadeiro mundo que se esconde sob a água, desde a superfície até o leito oceânico. Estou falando de uma série de sistemas e equipamentos submarinos, envolvendo dutos, cabos elétricos e de fibra óptica, válvulas, manifolds, flutuadores e assim por diante.

A Engenharia Submarina tem aplicações em diversos segmentos dentro da indústria offshore de petróleo e gás. Estou falando de áreas como geologia, prospecção, perfilagem, perfuração, completação e produção. Em cada uma dessas áreas, existem profissionais qualificados que se dedicam sobretudo à manutenção e operação dos equipamentos submarinos utilizados em plataformas de petróleo. Dentre eles está a figura do Subsea Engineer.

Quando se fala do Subsea Engineer, é necessário fazer algumas ressalvas. Primeiro, o Subsea Engineer que me refiro aqui, e que inclusive corresponde à minha própria área de formação profissional, é um profissional que atua a bordo de plataformas offshore de perfuração de poços de petróleo e gás. Essa é a função que desenvolvi por vários anos e onde se concentra a maior parte da minha expertise. Então, a rigor, o Subsea Engineer é um profissional responsável pela manutenção dos equipamentos submarinos de controle e segurança de poço de uma plataforma ou sonda de perfuração. Trata-se de uma função muito especializada de alto nível hierárquico na cadeia de comando de uma plataforma.

Outro ponto a destacar é que estamos falando de uma função, e não uma profissão em si. O Subsea Engineer é uma função profissional altamente especializada que executa atividades bem específicas dentro de uma sonda de perfuração. É por esse motivo que não existe de fato um curso técnico ou uma graduação específica que seja exigida de um indíviduo para poder atuar na função. Nem existem entidades de classe que representem esse profissional. Porque, mais uma vez, trata-se de uma função, e não exatamente de uma profissão. Conseguiu entender o ponto?

Mas você deve estar se perguntando: mas se o nome da função inclui o termo “Engineer”, porque não é necessária uma graduação em Engenharia para se exercer a função? Note que o termo “Engineer” vem do inglês e, na língua inglesa, não se refere a um profissional que necessariamente tenha uma formação superior em Engenharia. A designação Engineer em inglês pode também se referir por exemplo a um operador de equipamentos, ou mesmo a um título militar. Assim, a tradução de Subsea Engineer por “Engenheiro Submarino” nesse caso não é inteiramente correta e nem contribui para o entendimento dessa função. Por essa razão é que algumas empresas brasileiras, como a própria Petrobrás, chamam essa função de Técnico de BOP ou Técnico de Manutenção de Equipamentos Submarinos.

Bom, então é isso pessoal. Espero que esse vídeo tenha te ajudado a entender quem é esse profissional designado de Subsea Engineer. Se você gostou do conteúdo, se achou que te ajudou de alguma forma na sua meta de conhecer mais sobre o trabalho offshore, não deixe de se inscrever no canal, de dar o seu curtir, deixar o seu comentário e compartilhar o vídeo com alguém que você acha que também se beneficiaria com essa mensagem. Me ajudem a alcançar cada vez mais pessoas para que elas também tenham acesso a essa área de conhecimento tão pouco divulgada entre o público.

Mas a maioria dos comentários que ouço sobre o Subsea Engineer tem a ver com o fator financeiro. As pessoas que conhecem a função sempre a associam com altos salários e bonificações. E isso não é a toa, pois de fato o Subsea Engineer se encontra hoje entre os 05 profissionais mais bem-remunerados de toda a indústria offshore. Muitas vezes, ele aparece inclusive em primeiro na lista. Mas afinal, quanto ganha um Subsea Engineer? Na próxima semana, na sexta-feira, eu vou postar um vídeo completo sobre isso. Você vai saber tudo sobre a remuneração desse profissional e porque ela é tão alta. Então, você tem um compromisso marcado comigo na semana que vem. Não perca! Um forte abraço e até lá!

 

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05 motivos para trabalhar embarcado

Publicado em 11/10/2016 às 10h15

 

05 MOTIVOS PARA TRABALHAR EMBARCADO!

 

Olá meu amigo e minha amiga, tudo bem?

Você já pensou em ganhar pelo o dobro do seu salário atual e ter pelo menos 14 dias de folga para cada duas semanas trabalhadas? Quando se fala em trabalhar embarcado, em ter um emprego offshore, é muito comum ver o olho dos ouvintes literalmente brilhar. O trabalho offshore, as vagas offshore, parece ser o sonho de muitos estudantes e profissionais que sonham em alcançar com seu trabalho uma combinação de excelente compensação financeira, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e grandes perspectivas de desenvolvimento profissional.

Por esse motivo, no vídeo de hoje eu decidi te apresentar quais as principais vantagens de trabalhar embarcado em uma plataforma e petróleo para uma das tantas empresas multinacionais que atuam no setor, seja no brasil, seja no exterior. Vou abordar 05 MOTIVOS PRA VOCÊ CONSIDERAR O TRABALHO EMBARCADO PARA SUA CARREIRA PROFISSIONAL. Não importa se você nunca embarcou antes ou se você já trabalha offshore por muitos anos, tenho certeza de que as informações que trago aqui serão muito úteis e muito esclarecedoras.

 

Então vamos lá aos 05 motivos:

 

1- REMUNERAÇÃO: realmente não há como fugir desse aspecto. Quando se fala em motivos para trabalhar offshore, a maioria das pessoas lembra logo no fator econômico. Caso você não saiba, a remuneração de um trabalhador offshore é comumente 2 ou 3 vezes maior que a remuneração de uma função equivalente em terra. Na prática, esse é um dos principais fatores, senão o principal, que encoraja um profissional a se deslocar até regiões remotas, no meio do oceano, por duas ou até três semanas. Não vou entrar em detalhes nesse vídeo sobre a razão desses altos salários no mundo offshore, isso será tema de um próximo vídeo, mas esse é um fato inegável e que pode ser talvez uma das suas motivações para assumir esse tipo de trabalho.

 

2- ESCALAS DE TRABALHO: Hoje em dia, a maioria dos contratos de trabalho offshore preveem o direito de o trabalhar folgar pelo menos 01 dia para cada dia trabalhado. Essa folga é sem dúvida um dos grandes fatores que tornam o trabalho embarcado tão atrativo. A escala de trabalho mais comum hoje no Brasil é de 14x14. Imagine você que enfrenta as longas jornada de trabalho durante o horário comercial, que inclusive podem te fazer perder várias outras horas do seu dia no trânsito, em deslocamento até o local do emprego. Imagine que você pode morar e trabalhar no mesmo local por apenas duas semanas e depois folgar outros 14 dias. Folgas completas, sem nenhum tipo de comunicação ou incômodo pelo seu empregador. E pense mais adiante, se você tem essa escala, significa que você vai trabalhar apenas 05 meses do ano e folgar outros 07 meses inteiros, considerando o seu período de férias. E você pode usar esse tempo todo da forma que bem entender, inclusive desenvolvendo algum tipo de atividade ou negócio paralelo. Realmente não é pouca coisa. Por experiência própria, posso te afirmar que essa folgas são REALMENTE boas.

 

3- DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL: é outro ponto alto do trabalho offshore. Pela própria natureza do trabalho, por ser muito especializado e submeter o indivíduo a muitos riscos, os profissionais offshore tem acesso a um programa contínuo de treinamento e capacitação profissional. A maioria dos trabalhadores offshore são treinados e capacitados a bordo e em excelentes escolas nacionais e internacionais para o desempenho de suas funções. Esses cursos e treinamentos, bem como todas as despesas com deslocamento, hospedagem e alimentação, são custeados pelas próprias empresas e suas diárias de treinamento são remunerados. Ou seja, você é pago para estudar.

 

4- OPORTUNIDADES FORA DO BRASIL: Quer você seja solteiro, quer casado, acredito que pelo menos uma vez já deve ter pensado e sair do país para trabalhar, e isso por diversos motivos. Muitos tem essa vontade pela própria experiência em si, de conhecer novos países, novas culturas, novas formas de fazer as coisas. Outros pensam no fator econômico ou em poder proporcionar uma oportunidade única aos seus filhos. É fato que em momentos de crise econômica no brasil, essa é uma possibilidade cogitada por muitas pessoas. E é algo que o trabalho offshore pode te proporcionar. Lembre-se de que a maioria das empresas de petróleo são empresas multinacionais, atuam em diferentes partes do mundo onde exista exploração de reservas de petróleo. Então realmente não é raro que uma oportunidade internacional apareça para um profissional desse segmento. Eu mesmo conheço muitos profissionais brasileiros que hoje atuam em diferentes países, tendo sido enviados por suas respectivas empresas.

 

5- MELHORES CONDIÇÕES DE APOSENTADORIA: Esse motivo é na verdade pouco falado, mas não deixa de ser uma prerrogativa do profissional offshore. Na atual legislação trabalhista brasileira, pelo menos até o momento em que esse vídeo foi produzido, o trabalhador offshore tem direito a uma aposentadoria especial, com apenas 25 anos de contribuição, ao invés dos 35 anos exigidos para a maioria dos profissionais de outros setores.

 

Bom pessoal, por hoje é só. Esperam que tenham gostado do vídeo. Se você gostou do conteúdo, se achou que te ajudou de alguma forma na sua meta de trabalhar offshore, não deixe de se inscrever no canal, dar o seu curtir, deixar o seu comentário e compartilhar o vídeo com seus amigos. Me ajudem a alcançar cada vez mais pessoas com conteúdo de qualidade para ajudar a divulgar as excelentes oportunidades que esse setor tem a oferecer.

Mas na próxima semana eu vou tratar de um tema que com certeza é de grande interesse pra você. Afinal quanto ganha um trabalhador offshore? E porque os salários são tão inflacionados nesse segmento? Então temos um compromisso marcado. Na próxima terça vou tirar todas as suas dúvidas sobre a questão da remuneração. E se você quer saber mais sobre a carreira do Subsea Engineer, não deixe de assistir aos vídeos das sextas-feiras também. Um forte abraço e até lá!

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